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'Não sabia se era sonho ou realidade': gaúcho fala sobre terremoto em viagem de aniversário de 30 anos na Colômbia

Sobreviventes são procurados em meio aos escombros de um prédio que desabou após terremoto em Pereira, Colômbia Foto de JAIME SALDARRIAGA/AFP O músico gaú...

'Não sabia se era sonho ou realidade': gaúcho fala sobre terremoto em viagem de aniversário de 30 anos na Colômbia
'Não sabia se era sonho ou realidade': gaúcho fala sobre terremoto em viagem de aniversário de 30 anos na Colômbia (Foto: Reprodução)

Sobreviventes são procurados em meio aos escombros de um prédio que desabou após terremoto em Pereira, Colômbia Foto de JAIME SALDARRIAGA/AFP O músico gaúcho João Pedro Siliprandi estava em Medellín há menos de uma semana quando, na manhã desta segunda-feira (10), acordou de repente, sentindo a cama balançar. Ele não entendia muito bem se estava sonhando. Mesmo confuso, vestiu um calção, uma camisa e desceu descalço as escadas do local onde está hospedado, enquanto a Colômbia era atingida por um terremoto de magnitude 7,4. 🔎 Este foi o mais forte abalo sísmico registrado no país durante a última década, segundo o Serviço Geológico colombiano. O tremor causou destruição em diversas cidades, deixando mais de 100 mortos e diversos feridos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp “Nunca tinha vivido algo assim. Para mim, foi muito forte. Acordei com o tremor, com a cama balançando, os lustres da casa balançando, barulhos de porta rangendo e batendo. Como eu estava acordando, não entendi muito bem se era sonho ou realidade. Me levantei, ouvi os alarmes de evacuação e as pessoas gritando nos corredores”, conta o gaúcho. "Foi um terror. Quando eu chego lá embaixo, começo a ouvir as pessoas falando que foi com certeza o abalo mais forte que elas já viveram. Muitas eram pessoas idosas, que já viveram outros terremotos na Colômbia, mas (disseram) que nenhum foi tão forte e tão demorado quanto esse”, continua. Prédio desaba em Pereira, na Colômbia, durante terremoto de magnitude 7,4 João Pedro planejou essa viagem há bastante tempo. O plano é passar um mês em solo colombiano para comemorar o aniversário de 30 anos. Ele já passou por Bogotá, está em Medellín e ainda vai conhecer Cáli, onde participará de um festival de música. “Só passou pela minha cabeça chegar logo em um lugar de segurança, afastado do edifício e longe de árvores e postes.” Músico gaúcho JP Siliprandi, em viagem de férias em Medellín, antes de cidade colombiana ser atingida por terremoto Arquivo pessoal O músico afirma que, nos momentos de pânico, chegou a lembrar do terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho, que deixou mais de 6,3 mil mortos. “Eu lembrei, obviamente, desse caso da Venezuela. Isso é o que mais aterrorizava. E a falta de informação que a gente tem enquanto brasileiro estando aqui”, relata. Medellín fica a cerca de 150 quilômetros em linha reta de San José del Palmar, considerado o epicentro do abalo sísmico. Apesar do susto, ele conta que não constatou feridos na região onde está hospedado. “No prédio, vi um vidro rachado, algumas rachaduras em algumas paredes. A tia de uma amiga que eu conheci aqui teve coisas sérias na estrutura da casa dela. Não entendi muito bem o que veio abaixo, mas ela teve bastante danos materiais”, afirma. Mapa mostra epicentro do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia em 10 de agosto de 2026. arte/g1 Imagens mostram o momento em que prédio desaba em Manizales, na Colômbia, durante terremoto — Foto: Redes sociais Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre o RS